quarta-feira, 23 de julho de 2014

LUA NEGRA

Quantos blogs, sites, páginas, comunidades, hoje já não existem mais, que pena!!! Tanta informação, tanta pesquisa e conhecimento já não estão mais à disposição, eram fontes de consulta, que infelizmente já não podemos contar. Fazem falta, e muita!

Nesta caminhada, conheci pessoas especiais e inesquecíveis, que muito adicionaram à minha vida, suas palavras não se perderam, “não foram ao vento”, e também não poderia deixá-las guardadas, escondidas, precisam circular e nos enriquecer. Por isso este espaço é dedicado a elas, com todo orgulho, amor, carinho e humildade.


Hoje, 25 de novembro de 2011, exatamente um dia antes da Lua Nova, estamos na Lua Negra, a noite em que não há nenhuma Lua à vista nos céus, e em meio a essa escuridão imagine-se caminhando em um bosque em que você não sabe onde vai sair, até porque não pode enxergar um palmo adiante do seu nariz. Lembre-se de que você está só, e que o mais conhecido que tem são as batidas de seu coração e o ritmo de sua respiração. Nessa noite mágica, você caminha confiando apenas na sua intuição. Sendo assim, peça para a Deusa da Lua Negra que te abençoe, despertando cada vez mais a sua intuição e o seu potencial adormecido.

Confie em você, no caminho que os Deuses te destinaram, não tema o desconhecido, não tema mais a vida. Agradeça por existir e se despeça da Deusa indo para luz do dia, até novamente encontrá-la na próxima noite da Lua Negra, na floresta desconhecida. 

ESSE É UM MOMENTO MUITO MÁGICO, 
E DE GRANDE PODER DE FÉ, E GRATIDÃO. 

Bênçãos e um suave bater de asas.


Ao entrar na fase da Lua Negra, podemos presenciar a transição entre a destruição do velho e a criação do novo. É, portanto, um período favorável para rituais de cura, renovação e regeneração. Podemos citar também rituais de eliminação de uma maldição; a correção de uma disfunção, o afastamentos dos obstáculos ou das dificuldades com relação à realizações afetivas ou profissional; a eliminação de resíduos energéticos negativos de pessoas, objetos e ambientes; a preparação e imantação do espelho negro, pelo qual se entra em contato com os ancestrais ou com deusas negras como, Hécate, Kali, Sekhmet, Cailleach e outras.


Lua negra é a fase da lua quando esta não aparece, está totalmente encoberta pela Terra. Nós não a vemos no céu. É a fase da lua minguante para nova, quando começa a ser vista novamente, conforme essa foto. 

Para as bruxas é uma fase muito boa, se bem aproveitada, de crescimento e expansão do inconsciente, através da vivência do dia a dia, do reconhecimento e aceitação de sua sombra, autoconhecimento e porque não dizer também, reconhecimento, aceitação de seus medos.

Não tudo de uma vez ao mesmo tempo :-) Aliás tempo é um recurso muito útil e desejável para haver um resultado. (no caso se espera um resultado). Resumindo: lidar consigo próprio, se tornar uma pessoa mais integrada com seu ego (olha eu falando de psicologia...rs). Modificando-se naquilo que não dá certo, objetivando uma vida melhor para si e para o próximo. 

Eu, por exemplo, pretendia falar de comida, hoje, problemas que tenho em deixar comentários nos blogs que sou leitora, ai comecei a adiantar o almoço, e ao fazer arroz tive vontade de colocar cúrcuma, e as ideias para o almoço eram ervilhas e etc. Pensei que já estivessemos na lua nova, quando me deparei no site que sigo muito que a Lua não estava visível hoje. Ai entendi. Ah! o lance da cúrcuma no arroz e as ervilhas? Um dia eu conto....kkkkk (risada de bruxa).


Muita coisa boa de astronomia. Voe por lá. Ah! sim, ciência e magia, caminham juntas.


Ao contrário do que muitos pensam, a Lua Negra não é um nome mais bonitinho para a Lua Nova. Lua Negra é a denominação dada ao período em que não vemos nenhuma lua no céu, e isso ocorre por volta de três dias antes do 1º dia de Lua Nova.

É bastante interessante notarmos que a Lua, sem o reflexo do Sol, mostra-se como ela é verdadeiramente; a sua sombra. O mesmo não ocorre com a gente?

Buscando a Bruxaria, sabemos que devemos nos aprofundar dentro de nós mesmos e nos conhecermos verdadeiramente. Isso inclui conhecer de verdade nossas qualidades e defeitos, pois ambos fazem parte do que somos em nossa essência.

É por isso que pessoas que negam o lado ruim das coisas dentro da Wicca são chamadas de “pink wicca”. Para essas pessoas, a Deusa é “tudo de bom”, o amor do Deus é maravilhoso, a Wicca celebra a Natureza e blábláblá. Sim, isso é, de fato, parte da Wicca. Mas a Bruxaria não é só isso.

A Bruxaria lida com a totalidade. Isso significa que não existe “bem” e “mal”, mas vários lados de uma mesma moeda. A Natureza é muito complexa para caber em apenas duas definições tão simples. O que devemos aprender é como equilibrar nossas ações e pensamentos.

Nada na Natureza é totalmente perfeito, assim como nada é totalmente imperfeito. Este conceito é bastante interessante e vale a pena refletir sobre ele em determinados momentos de nossas vidas.

Durante essa fase de escuridão total da lua, as bruxas reverenciam as chamadas “Deusas Escuras”, que são na maioria as Deusas com aspectos da Anciã, realizando rituais de cura, de adivinhação e de transmutação. (Lembrando que o fato de serem escuras remete ao trabalho com a sombra, e não com artes maléficas. Associar a cor negra à maldade nada mais é do que uma propagação do preconceito contra os negros).

Com o advento das religiões patriarcais e a invenção da idéia de “cultos demoníacos”, tudo o que era de aspecto sombrio relacionado à Bruxaria era taxado de maléfico. Obviamente, os mistérios da Lua Negra tornaram-se também sinônimo de horror e malefícios. Surgiram, assim, lendas e superstições sobre demônios e forças malignas e a Lua Negra passou a ser vista como um momento perigoso. Tanto que, até hoje, muitas bruxas acreditam que não se deve mexer com Magia nesses dias. Pura superstição.

É claro que você deve estar mais sensível para esse tipo de coisa durante esse período, não realizando rituais sem conhecimento. No entanto, a Lua Negra é o período ideal para muitas práticas de Bruxaria.

A Lua Negra facilita o acesso aos planos mais sutis e às profundezas de nossa mente. Hoje em dia, esse período é considerado ideal para rituais que visem transformação e renovação.

É compreensível, visto que, somente entendendo e conhecendo o nosso lado mais obscuro podemos nos conhecer por completo, pois é um lado que as pessoas geralmente costumam tentar esconder, ao invés de trabalhá-lo para melhorar sua vida. Entrando em contato com a nossa sombra, encontramos caminhos secretos para o nosso inconsciente.

Se você realizar esse trabalho de conhecimento interior, a Lua Negra poderá ter o poder de criar e destruir, de curar e de renovar, de regenerar e de fluir com os ritmos naturais de forma mais completa. Tudo porque você atingirá a totalidade interior uma maior compreensão de si mesma.

É de vital importância a leitura do “Mito da descida da Deusa”, pois ele está intimamente relacionado à essa fase da lua e nos dá uma boa visão do que ela representa, exatamente.

Uma transformação real envolve a destruição de valores antigos, padrões, comportamentos e idéias, para que tudo nasça novamente. Nos livramos daquilo que não nos serve mais para abrirmos espaço para o novo.

Os objetivos práticos dos rituais variam conforme a pessoa, a ocasião e a necessidade. Alguns exemplos de propósitos de rituais na Lua Negra são: remoção de uma maldição, correção de algum problema, afastamento de algum obstáculo ou dificuldades, limpeza de energias negativas (em pessoas, lugares, objetos etc.), entrar em contato com Deuses ancestrais, entre outros. Algumas Deusas Escuras: Hécate, Medusa, Kali, Ereshkigal, Hel, Sekhmet, Sheelah Na Gig, Cailleach.


Algumas correspondências da Lua Negra*:
Palavras-chave: complementação, finalização, dissolução, introspecção, tradição, sabedoria, morte e transmutação.

Velas: pretas (para afastar a negatividade), brancas (para os novos inícios) e vermelhas (para representar o sagrado feminino). Essas cores são as três cores da Deusa e representam as suas três faces: Donzela, Mãe e Anciã.

Objetos: xale preto, galhos e folhagens secas, penas pretas, pêlo de cachorro preto ou lobo, teia ou imagem de uma aranha, representações do poder transmutador de uma serpente.

Instrumentos: o caldeirão é o objeto mais importante a ser usado em um ritual da Lua Negra, pois ele representa o ventre regenerador da Deusa. Objetos divinatórios como o espelho negro, tarô e runas também podem ser usados para orientação e auto-conhecimento.

Música: sons de tambores ajudam a mergulhar no ventre da Mãe Terra, trazendo mensagens e sugestões para a cura, a transformação e a regeneração.

* Tais correspondências foram retiradas do livro ‘Anuário da Grande Mãe’, de Mirella Faür, e complementados pela equipe deste site.


Soube que era quinta-feira tão logo o dia começou pela manhã, bem cedo, mais cedo que o habitual. O sono se esvaiu de minha pele e eu fui observar as primeiras cenas da aurora… Tudo lento, acinzentado, como se a paisagem lá fora soubesse que a lua estava prestes a se ausentar dos meus olhos… 

Enquanto escrevo, a lua transita, migra para uma das suas fases mais intrigantes que muitos preferem fingir esquecer: a Lua Negra, que é sem dúvida alguma uma das Fases da Lua que mais geram discussões e contradições. Pra começar, ela não está presente nos calendários comuns e há muito tempo que evita-se falar dela enquanto fase lunar. 

Contudo, é justamente nesse momento em que a lua se exibe em sua condição natural, sendo ela mesma, sem que ela se exiba enquanto espelho a refletir a luz do sol. Durante três dias, a Lua não recebe nenhum tipo de iluminação solar. 

Muitas coisas são ditas a respeito dessa fase lunar, que também ficou conhecida por Lilith, nome que trás consigo uma névoa bastante densa… 

A bíblia cristã trás em suas páginas uma curiosa alusão a Lilith: “Em Isaías (34:14) explica-se com detalhe como Deus, com sua espada, mata a todos os habitantes de Edom e que ali ficam como senhores: animais como abutres, serpentes e também: Lilith”. 

Lilith é citada no Antigo Testamento como a primeira mulher de Adão, anterior a Eva, conta o psicanalista italiano Roberto Sicuteri no livro Lilith, a Lua Negra (ed. Paz e Terra). Segundo ele, Lilith era uma mulher ousada e sensual que se recusou a se submeter ao companheiro, desobedecendo a ordem de Deus.Como resultado, foi expulsa do Éden e substituída por Eva, cujo temperamento era dócil e submisso. Sendo assim, se enquadrava melhor nas “expectativas divinas”. 

Numa versão inglesa da Bíblia, ela é citada como sendo uma Coruja, mas ao ser traduzida para o português por João Ferreira de Almeida, essa citação desaparece, não havendo assim nenhuma alusão a Lilith 

Astrologicamente, Lilith é um ponto que se averigua mediante as posições da Terra e da Lua. Seu símbolo é uma lua negra e representa a todos os desejos mais inferiores, mais ocultos, mais nefastos que existem em nosso infra consciente. Alguns astrólogos renomados consideram que na “casa” onde ela se encontra, pode haver uma exacerbação do que temos de pior em nossa sexualidade. 

O fato é que a Lua Negra simboliza o inconsciente e as emoções. Ela nos coloca em contato com uma porção mais profunda e desconhecida da alma, aquele lugar que não é devidamente explorado por nós por medo ou receio. É justamente lá que se encontram as nossas incertezas, os nossos sentimentos mais íntimos e profundos que precisam vir à tona para que possamos encontrar o nosso equilíbrio. 

Durante a Lua Negra essa sombra que precisa ser reconhecida e integrada à nossa personalidade fica muito mais densa, se aflorando nos nossos atos mais simples. Não é possível fingir não perceber o que de fato temos de profundo. 

Por isso mesmo, é possível compreender nossos transtornos, inseguranças, dificuldades, medos, vontades, sonhos e todo um conjunto de coisas e sensações que navegam em nossas entranhas. 

É justamente durante a Lua Negra que somos o que somos, sem máscaras ou disfarces. Nos encontramos nus, diante de um espelho onde tudo que somos de fato reflete. Pode até parecer algo simples, mas definitivamente não o é… Ainda mais em tempos atuais, onde nos escondemos o tempo todo e chegamos a ser estranhos para nós mesmos. Não é fácil encarar aquela figura humana que vive ali: dentro de você. 

Pois é justamente o que nos pede a Lua Negra: “saber com toda certeza quem somos, sem julgamentos, condenações, apenas admitindo o olhar de quem se reconhece e agradece por tudo que é”. 

Em tempos de insatisfações cotidianas, olhar para si mesmo pode ser a mais difícil das tarefas. 

Pois bem, a Lua Negra estará presente no céu a partir dessa quinta-feira. Claro que não será possível enxerga-la como o fazemos em outras fases. Mas ela está lá, em sua condição natural, enquanto sombra densa que não depende da luz para existir. Suas crateras e cavernas estão todas lá em sua solidão momentânea, em sua escuridão quase plena. 

É hora de meditar, de olhar para dentro, de visitar nossas masmorras mais profundas. Chorar se preciso for, fazer uma faxina mental. Libertar-se dos enganos humanos e se permitir simplesmente ser… Escolha um canto da casa, acenda uma vela, um incenso, medite. Olhe para dentro, diga a si mesmo “seja mil vezes bem vindo”. Encare-se de frente e esteja atenta a seus movimentos. Ouça uma canção que te faça bem, que te permita recordar a si mesmo. Sinta tudo demasiadamente, sem medo porque nós somos feitos de sentimentos: sofrer, chorar, amar, ser feliz é parte de nossa condição humana. Aceitar o sentimento (seja qual for) que habita em nós, faz de nós seres humanos melhores. 


Lua Negra
Lunna Guedes
Eu vou seguir meu coração
Visitar minhas sombras
Revirar minhas entranhas
e me ausentar das ilusões

Vou fechar os olhos
Aninhar-me em meus avessos
Percorrer meus labirintos
Libertar-me do medo!

Não vou julgar meus atos
Nem condenar meus pensamentos
Não serei igual aos outros
Serei o que realmente sou

Mão cheia de sementes
Cálice de vinho a transbordar
Passo mais lento pela relva
Horizonte que não se aproxima
Nuvens carregadas em dia de chuva
Humana, inteira
Nem mais e nem menos
Semente a espera da dança dos tempos
Primavera com flores fortes
Nua, de alma sendo explorada na alvorada da vida

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