quarta-feira, 23 de julho de 2014

LILITH

O Princípio Feminino - A Primeira Mulher

No começo era a Grande Deusa 
e a Grande Deusa era a Terra 
e a Terra era a Grande Deusa.
Lilith 

As origens do culto à Grande Deusa jazem obscurecidas na indistinta penumbra dos tempos pré-históricos. A Deusa imperou durante centenas de milhares de anos. Com o passar dos tempos, a Deusa-Mãe foi sobrepujada e superada pelo mais patriarcal dos arquétipos – Javé (Yaweeh), Deus-Pai, Alá. Este arquétipo patriarcal aperfeiçoou-se nos mundos judaico, cristão e muçulmano. Alguns aspectos da Deusa-Mãe foram permitidos, porém de forma controlada, na imagem de Maria, mãe de Deus. São algumas Madonas Negras, de antigos santuários, que ainda nos dão testemunho da Deusa-mãe.

A figura de Lilith representa um aspecto da Grande Deusa. Na antiga Babilônia, ela era venerada sob os nomes de Lilitu, Ishtar e Lamaschtu. A mitologia judaica coloca-a em domínios mais obscuros, como um demônio (feminino) do mal, a adequada companheira de Satã, que tenta os homens e assassina as criancinhas.



O Juramento de Lilith
A primeira vez que provei o fruto das Árvores
senti as sementes da Vida e do Conhecimento
queimar dentro de mim
Jurei nesse dia que não voltaria atrás.
A primeira vez que provei a carne da morte
senti o sabor do sangue e o ranger dos ossos
Jurei nesse dia que não morreria.
A primeira vez que provei o meu próprio sangue
Senti a necessidade e a agitação
de minha própria vida em meus lábios
Jurei nesse dia amar a mim mesma
sobre todas as coisas
A primeira vez que provei a luz da lua
Senti seu brilho em meu ventre
E sua selvagem ternura
Jurei nesse dia que caminharia de noite.
A primeira vez que provei o amor de um deus
Senti o cortante alçar de canção e fogo
Jurei nesse dia que acariciaria a carne.
A primeira vez que provei o sal do mar
Senti meu sangue transformar-se em água
Enquanto o céu caía sobre mim
Jurei nesse dia que descenderia
e retornaria com maravilhas.
A primeira vez que provei o amor de um jovem
Gritei com a alegria de uma nova vida
E chorei pelo que havia perdido e ganhado
Jurei nesse dia nutrir a vida
Como antes abraçara a morte.
Juro por três vezes três vezes três
Que estes sete momentos serão meus
E que nada que transpire,
Nem deus, nem homem e nem besta, os quitará
O juro por mim mesma.
E pela minha imortalidade

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